A Bíblia e sua história.
Você já parou para pensar qual o significado da palavra "bíblia"? Quem é seu autor? Como ela foi escrita? Quando foi escrita? onde e em que línguas, quantas traduções, no que foi escrita?
A essa e a outras perguntas frequentes sobre a bíblia, iremos falar e responder aqui!
A palavra "Bíblia" é de origem grega e quer dizer "Livros". São ao todo 73 livros: 46 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.
Seu autor é DEUS. Não foi Ele, porém, quem a escreveu. Essa tarefa coube a homens e mulheres que, movidos pelo Espírito Santo, foram aos poucos escrevendo tudo o que a eles era inspirado que escrevessem.
Esses autores humanos, recebendo a inspiração de Deus, usaram suas próprias palavras e dos próprios conhecimentos para redigir os textos inspirados.
A Bíblia foi composta "A Duas Mãos": por Deus, que a inspirou, e pelos homens e mulheres que a escreveram. Não sabemos quantos são os autores humanos da Bíblia, mas sabemos que são muitos. Daí, afirmamos que a Bíblia foi escrita em "mutirão".
Sabemos também que, a Bíblia foi escrita entre o ano 1250 a.C. e o ano 100 d.C., aproximadamente, ou seja, ela levou mais de mil anos para ficar pronta.
O Antigo Testamento foi escrito na Palestina (a terra de Jesus), na Babilônia (onde o povo judeu, num determinado momento de sua história, esteve exilado) e no Egito (para onde muitos judeus foram depois do cativeiro da Babilônia). Já os livros do Novo Testamento, foram escritos na Palestina (a terra de Jesus), na Síria, na Ásia Menor, na Grécia e na Itália (lugares estes onde haviam sido fundadas comunidades cristãs). E por isso, ela foi escrita em Hebraico, Aramaico e Grego, e já foi traduzida para aproximadamente dois mil idiomas ou pouco mais. As cópias mais antigas estão na Biblioteca do Vaticano, no Museu Britânico (Londres, Inglaterra) e no Museu de Jerusalém (Israel).
Quanto ao material usado para se escrever a Bíblia, foi usado cerâmicas (tijolos de argila), papiros (tiras de papel feitas a partir da árvore de papiro, originária do Egito) e pergaminhos (couro curtido e preparado de carneiro, chamado de pergaminho, por ter sido usado pela primeira vez na cidade de Pérgamo, 200 anos antes de Cristo).
Já a divisão dos livros em capítulos é da autoria do inglês Estevão Langton, arcebispo de Cantuária, e foi realizada no ano de 1214. Já a divisão dos capítulos em versículos foi feita, em definitivo, em 1551, pelo tipógrafo Roberto Stefano. Uma curiosidade: a Bíblia tem 1.328 capítulos e 40.030 versículos. A Bíblia está dividida em duas grandes partes: Antigo Testamento e Novo Testamento. O Antigo Testamento começa com o livro de Gênesis e termina com o livro de Malaquias, e o Novo Testamento vai do Evangelho escrito por Mateus até o livro do Apocalipse.
Analisando sua divisão, o Antigo Testamento está subdividido em: Pentateuco (os cinco primeiros livros, do Gênesis ao Deuteronômio); livros Históricos (16 livros, de Josué a Macabeus); livros Poéticos ou Sapienciais (7 livros, de Jó a Eclesiástico) e, livros Proféticos (18 livros, de Isaías a Malaquias). Já o Novo Testamento apresenta a seguinte subdivisão: livros Históricos (os 4 evangelhos e os Atos dos Apóstolos); Cartas dos Apóstolos (21 cartas, de Romanos a Judas) e, livro Profético (apenas um, o Apocalipse, o último livro da Bíblia).
Existe também livros apócrifos, que foram escritos nos tempos em que foram escritos os demais livros da Bíblia, mas que não foram escritos sob a inspiração de Deus e, por isso, não pertencem a Bíblia.
É importante para nós, também, saber as diferenças entre a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante. No início do artigo, citamos que a Bíblia Católica tem 73 livros, sendo 46 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. Já a Bíblia Protestante tem 66 livros, ou seja, 7 livros a menos que a Bíblia Católica. Os livros de Baruc, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, 1º e 2º Macabeus e parte dos livros de Ester e Daniel fazem parte da Bíblia Católica, mas não da protestante. Razões teológicas e históricas levaram os judeus, e depois os protestantes, a considerar esses livros como livros apócrifos. Porém, não é certo brigar com pessoas de outras religiões por causa da Bíblia, pois, ela é instrumento de aproximação e união, e não arma de agressão.
Encerro aqui a primeira parte sobre o assunto. Em outro artigo, falarei um pouco mais sobre a Bíblia e sua história.
Fonte: Iubel, Pe. Cristovam. Conversando sobre a Bíblia e sua história.
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