Lucão lidera Rio diante de um Vôlei Futuro sem comando; Ricardinho sai derrotado, mas não perde a pose.
Que falta faz um treinador no banco de reservas.
Essa foi apenas uma das diferenças entre o Rio de Janeiro e o Vôlei Futuro no primeiro jogo das semifinais da superliga masculina.
Marcos Miranda, quem diria, tem o time nas mãos. Ganhou a confiança dos jogadores, fechou o grupo e o Rio de Janeiro é um time completamente diferente daquele que jogou a fase de classificação.
A semana em Saquarema, antes das partidas contra o Sesi, segue dando resultado.
O que se viu em quadra contra o Vôlei Futuro foi uma equipe corajosa e muito disciplinada taticamente.
Lucão, que deixou Araçatuba no fim da temporada passada, jogou uma enormidade. Foi o melhor em quadra do Rio. Lucão parecia disposto a provar, desnecessariamente, que tinha valor. Tinha não, tem e muito.
Sacou pesado e rodou praticamente todas os ataques. Lucão foi a bola de segurança de Marlon. Por sinal, o levantador do Rio esteve bem e merece elogios. Jogou simples e não se intimidou por encontrar Ricardinho do outro lado da rede.
O líbero Alan engoliu Mario Jr.
Faltou comando ao Vôlei Futuro. O técnico Cesar Douglas deveria rever com urgência sua liderança. O que ele normalmente passa não é cumprido e a sensação que deixa no ar, é que o Vôlei Futuro é dirigido por Ricardinho e os jogadores fazem o que bem entendem em quadra. Cesar ao fim do jogo parecia conformado. Confirmou, inocentemente, que apesar dos ínumeros pedidos, os jogadores não souberam ‘aliviar’ no saque e diminiur o número de erros.
Mas isso não chega a ser uma novidade. É preciso ter um grande experiência e muita bagagem, leia-se títulos, para comandar Ricardinho e cia. Cesar não tem, mas conta com o apoio dos diretores do clube. Opção do Vôlei Futuro.
Lorena jogou muito mal, errou demais e esteve abaixo do que pode render. O mesmo vale para o cubano Camejo. De qualquer maneira, se não fosse o oposto Lorena a coisa poderia ter sido ainda pior.
Ricardinho, visivelmente irritado, foi o responsável pelo lance do jogo. Ao virar uma bola de segunda no terceiro set, provocou Dante, ex-companheiro de seleção e riu de maneira irônica dos adversários, dando a entender que pode perder o jogo, mas nunca a pose de melhor do mundo na posição.
Fonte: UOL
Fonte: UOL
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