quinta-feira, 19 de abril de 2012

Religião - Batismo de crianças




Muitas religiões e seitas protestantes negam o batismo de crianças e ainda criticam a Igreja Católica por tal feito. Você sabe o porquê disso? Você acha correto o que a Igreja Católica faz? Vejamos na matéria a seguir, que foi tirada do livro: "Sou Católico, Vivo a minha fé", de autoria da CNBB:

Por que a Igreja Católica batiza crianças?



Batismo de uma criança

A Bíblia não se refere explicitamente ao batismo de crianças, mas narra que vários personagens pagãos professaram a fé cristã e fizeram batizar "com toda a sua casa": Cornélio, o centurião romano (At 10,as.24.44.47s), a negociante Lídia, de Filipos (At 16,14s), o carcereiro de Filipos (At 16,31-33), Crispo, de Corinto (At 18,8), a família de Estéfanas (1Cor 1,16). A expressão "casa" designava o chefe da família com toda a sua família, inclusive crianças, que, certamente, não faltavam naqueles tempos. Portanto, indiretamente, a Escritura sugere o batismo de crianças.


Desde os primeiros séculos, existem testemunhos diretos a respeito do batismo de crianças. Santo Agostinho, no século IV, considerou isso inclusive como tradição recebida dos apóstolos. Recorrendo à Sagrada Escritura e à Tradição, os Papas e Concílios intervieram, muitas vezes, para recordar aos cristãos o dever de batizar os filhos pequeninos.

Os pais, quando pedem o Batismo de seus filhos, desejam para eles a vida verdadeira e feliz, mas não podem garantir este dom durante todo o tempo futuro e desconhecido. Por isso, querem inserir seus filhos na vida divina. E o fazem por meio do Batismo. E desta forma se tornam os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos e afilhados na fé.


Lembro aqui, como historiador, que até meados do século XIX, início do século XX, as mulheres e crianças não tinham valor moral para a sociedade, sendo assim, muitas vezes, desprezadas por muitos escritos e historiadores de até então, mudando essa visão apenas depois da fundação da Escola dos Annales, em 1929, na França. Muitas vezes podemos analisar um determinado trecho de um texto e ver que não fala de mulheres ou crianças, porém, elas também fazem parte da história, pois sem elas, nós não estaríamos hoje aqui.

Quando se fala nos evangelhos das multiplicações dos pães e dos peixes (Jo 6,1-15; Mt 14,13-21; Mc 6,32-44; Lc 9,10-17; Mc 8,1-9; Mt 15,32-39; Em específico: Mt 14,21), é comentado geralmente o número de homens presentes, porém, em Mt 14,21 tem uma anotação mais específica que mostra a presença de crianças nessas reuniões: "E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças". A partir daí, vemos que as crianças também acompanhavam suas famílias aonde elas fossem. Sendo assim, concluo que o batismo de crianças ocorria do mesmo modo nas cartas de Paulo e em Atos dos Apóstolos, mas de forma oculta, como era costume dos povos antigos em menosprezar as crianças, que no entanto, são as preferidas do Senhor.

Autor: Daniel Luis da Silva

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